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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Resenha / Alif O Invisível de G. Willow Wilson

Ano: 2015 
Páginas: 352
Editora: Rocco
Sinopse:

Alif, O Invisível - Autora de graphic novels aclamadas e criadora da primeira heroína muçulmana dos quadrinhos, pela Marvel Comics, além do livro de memórias A leitora do Alcorão, a norte-americana convertida ao islamismo G. Willow Wilson dá vida a um jovem hacker vivendo num estado de exceção no Oriente Médio em seu premiado romance de estreia, Alif, o invisível. Primeiro lançamento de 2015 do selo Fantástica Rocco, o livro conquistou o World Fantasy Award e rendeu à autora comparações com escritores como Philip Pullman, Neil Gaiman e J.K. Rowling. Na trama, teologia islâmica, vigilância eletrônica e os acontecimentos da Primavera Árabe se mesclam para tecer uma rica narrativa, na qual o cotidiano colide com o fantástico e o mundo físico com o digital.

"Ele estava havia tanto tempo protegido por trás de seu nick, uma mera letra do alfabeto, que não pensava mais em si mesmo como nada além de um alif."


Em primeiro lugar, e para esclarecer, este livro não é um infanto-juvenil como vocês podem estar pensando, é um livro de fantasia, mas tem uma estrutura complexa, aborda temas reais, algumas vezes até pesados e tem uma linguagem adulta.

Alif, O invisível é um livro diferente, fala sobre temas não muito comuns para a maioria dos leitores, mergulha na cultura árabe, tem uma das personagens principais usando véu, e outra a americana, que é chamada a todo tempo de "A convertida".

O livro inicia-se com um prólogo, onde um homem chamado Reza em seu palácio faz invocações a um ser que só ele consegue ver, através de desenhos no chão, onde este ser misterioso fica aprisionado, seu aprendiz, um rapaz, desleixado, não entende aquilo tudo e muito menos consegue ver tal criatura, pois escolheu ver pela metade.
Este ser misterioso conta de forma forçada para Reza uma infinidade de histórias, que Reza não consegue entender mas que copia literalmente num livro.

"A criatura voltou a se sentar, passando os braços sobre os joelhos, e o fitou.
  Pegue o papel e a pena, disse. Contarei o final da história. Ele vem acompanhado de um aviso.
  – Qual?
  Quando você o ouvir, se tornará outra pessoa."


Após o prólogo, a história começa a ser contada em dias atuais, é narrado em terceira pessoa e fala sobre a vida de Alif, sua vizinha Dina e muitos outros personagens que vão surgindo ao longo da trama, alguns reais outros fantásticos.

O foco principal, a base da trama se desenvolve através de assuntos relacionados a informática, computadores e tecnologia, o que pode ser meio chato para quem não se interessa pelo tema.

Alif é um hacker, ele mora com sua mãe, seu pai mora com sua primeira esposa e família, e parece que acontece alguns ressentimentos devido a isso por parte de Alif, pela ausência do pai, ou por eles serem mais pobres do que a primeira família dele.

"Alif perguntou-se em que ponto a emoção do casamento havia esmorecido para o pai. Desconfiava que tinha sido seu nascimento. Um filho problemático com sangue pagão e a pele escura em sua linhagem, fruto de uma união não sancionada pelos avós, impossível de introduzir na boa sociedade."


Dina é a vizinha e amiga de infância de Alif, a menina que brincava com ele e que passou a ser sua companheira de conversas quando jovem.

Intisar, a namorada proibida, a menina que ele gosta mas que é prometida em casamento para outro homem.

"A ideia de um casamento urfi secreto o enchera de um zelo romântico que agora parecia ingênuo. Imaginara uma cadeia de acontecimentos de conto de fadas: Intisar seria expulsa da casa do pai apenas com a roupa do corpo e Alif, como um homem, assumiria a responsabilidade, deixando-a aos cuidados carinhosos de sua mãe enquanto preparava o lar conjugal."

No inicio a autora nos dá muitas informações, de forma confusa que só se esclarecerá adiante.

Alif possui vários clientes que são protegidos por ele, que constrói barreiras no computador  para que o governo não os enxerguem no mundo digital, tornando-os invisíveis, estes clientes possuem condutas duvidosas, mas Alif não se importa com isso.

Até que um dia o Governo o descobre e invade o seu computador, ao mesmo tempo que Intisar o manda dentro de uma caixa um livro misterioso ( O livro dos Mil dias) e ele começa uma fuga louca junto com Dina entre os mundo reais e fantásticos, conhecendo figuras estranhas como Vikran, gênios e demônios e outros seres invisíveis.

Ao longo da narrativa ele descobre que o livro contém histórias antigas e pode ter a chave de um grande mistério e poder.

"– Então, conforme o que está dizendo, as histórias não são só histórias. Elas na realidade são conhecimento secreto disfarçado de histórias.
  – Pode-se dizer isso de todas as histórias, irmão mais novo."



O livro é uma fantasia diferente, as vezes meio confuso, aborda temas como cultura, politica, religião, tortura, considero a história boa, mas sem grandes impactos.


Classificação: 3 estrelas

domingo, 14 de junho de 2015

Resenha Trilogia O Teste / Joelle Charbonneau



Hoje será uma conversa rápida e para sintetizar já digo que esta trilogia é mais do mesmo.
Sabe aqueles filmes de ação que passam 10, 15, 20 minutos sem que haja um diálogo? é só tiro, morte e violência, é meio por aí.

A história se passa num mundo pós-guerra e os habitantes que sobraram estão se unindo para reconstruir o mundo e fazer uma sociedade mais justa e pacifica... hein? pacifica? mas você não disse que era só morte e violência? alguém pode me perguntar, pois é... vai entender.

Durante os três livros a autora tenta explicar as razões de como se deu a guerra, mas as explicações não possuem consistência, não tem profundidade, todo o foco da trama gira em torno de nos deixar tensos e curiosos sobre quem está falando a verdade, quem é confiável.

Tocando neste assunto de ser ou não confiável, no primeiro livro, Cia, a personagem principal, recebe de seu pai um conselho " Filha, não confie em ninguém" e o que a bendita faz durante os três livros?
Dá para imaginar! Cia é uma personagem que não me convenceu, sabe o tipo? boazinha, ética, que quer fazer o que é certo, mas na hora "H" faz tudo igual a todo mundo, é contra a violência e contra as mortes mas para acabar com o teste, adivinha o que ela faz? nada mais justo do que acabar com todo mundo. tem lógica uma coisa dessa? na verdade lógica é algo que passa longe desta série.

Outra questão que não dá para deixar passar é o romance de Cia, foi o romance mais insosso que já vi, nem dava para considerar um romance e de repente é um tal de "eu te amo" para cá "eu te amo" para lá.... mas enfim.

Não vou me prolongar, classifico esta série com três estrelas apenas porque pelo menos consegui ler os três livros.


Resumo - Os Lobos dentro das paredes/ Neil Gaiman

Essa postagem é um resumo, então terá spoilers, não leia se não quiser saber detalhes sobre a obra É um livro infantil, com uma fábul...