segunda-feira, 13 de julho de 2015

Resenha: Carrie, a estranha de Stephen King

Sinopse

Carrie, a Estranha - Solitária, ela carrega dentro de si um ódio cada dia mais profundo. Carrie seria apenas mais uma entre várias adolescentes angustiadas, não fosse um detalhe: ela possui poderes sobrenaturais devastadores. Consegue fazer as coisas se moverem, e esse é o seu jogo, o seu poder e o seu pecado. Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontada que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos. 

domingo, 12 de julho de 2015

Resenha: Demian de Hermann Hesse





Sinopse

Demian - Um dos grandes clássicos do autor, relata o amadurecimento de um jovem a partir de sua estranha relação com um rapaz de personalidade misteriosa e sedutora, que muda sua vida para sempre.












Demian conta a história de Sinclair desde sua infância até sua vida adulta, inicialmente sua vida era equilibrada e sua família, religiosa e tradicional, seus pais tinham uma importância psicologia enorme para Sinclair, até que tudo desanda quando o menino conhece Franz, outro menino violento que acaba o chantageando por conta de um episódio onde Sinclair teve uma atitude que em sua cabeça seria extremamente ruim e desaprovada por sua família e por todos.
Desta parte em diante percebemos o menino desmoronar, e suas atitudes acabam levando a outras consequências piores do que o fato inicial, o conduzindo a uma avalanche de situações ruins, sombrias, a ponto de o deixar doente.
Toda aquela situação poderia ser facilmente resolvida se Sinclair se conhecesse mais profundamente e é exatamente isso que o livro passa a nos mostrar, esta busca de Sinclair através dos anos pelo auto conhecimento, sempre, claro, através de encontros e desencontros com seu amigo Demian.
Não vou me aprofundar em explicações, porque não é esta a proposta e nem tenho conhecimento especifico para isto, este livro é muito profundo, me tocou enormemente, as conversas de Sinclair com Demian, a reflexão sobre a vida, sobre si mesmo, os altos e baixos que todos passamos e a busca pelo aprendizado, pelos contrários, torna este livro único, sensível, surpreendente, já deu para perceber que eu adorei? pois bem, realmente tornou-se um de meus favoritos e com certeza irei reler este livro em outro momento.

Classificação: 5 estrelas

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Resenha: O Príncipe e o Mendigo de Mark Twuain





Páginas: 192
Editora: Martin Claret






" Na antiga cidade de Londres, num certo dia de outono, na metade do século 16, nasceu um menino numa família pobre, de sobrenome Canty, que não o queria. No mesmo dia, nasceu outro menino inglês, numa família rica, de sobrenome Tudor, que muito o queria. Toda a Inglaterra o queria."

Assim começa esta agradável história de Mark Twain, estes dois meninos, Eduardo da realeza e Tom um menino pobre, de família de pedintes. Tom passou toda sua infância sofrendo maus tratos, sendo obrigado a pedir esmolas, seu pai um homem bruto, ladrão sem decência tratava a família  de forma agressiva a base de brigas e violência.

Tom não tinha nada, passava fome e era constantemente humilhado mas não perdeu a capacidade de sonhar, sonhava em ser um príncipe, e deste sonho fazia suas brincadeiras, paralelamente Eduardo, o Príncipe de Gales, vivendo como herdeiro do trono, cheio de formalidades, educação esmerada vivia em meio ao luxo e fartura.

Um dia, um encontro inusitado ocorreu entre estes dois personagens e o que era príncipe virou mendigo e o que era mendigo virou príncipe.

Para Tom, que nunca teve nada, passou a viver um sonho, suas brincadeiras e a pouca educação que o padre de seu bairro lhe dera ajudou muito, mas o príncipe, que agora era um mendigo, sofreu horrores, mas encontrou uma amizade verdadeira.

" ___Os Reis não podem enobrecê-lo, boa e grande alma, pois quem é mais nobre do que eles já o fez. Mas um rei pode confirmar sua nobreza para os homens."

Esta passagem é emocionante e mostra que mesmo em meio ao caos, com todas as pessoas dando o contra, sendo mesquinhas e cruéis pode acontecer de aparecer uma pessoa boa, que será compreensível e que fará toda a diferença, aliviando o peso, mostrando que existe ainda uma esperança.

Gostei muito do livro, é um clássico e recomendo muito.

Classificação: 4 estrelas.

domingo, 28 de junho de 2015

Diário de Leitura: O Bebê de Tarlatana rosa, conto de João do Rio


Este conto de João do Rio me provocou certa confusão, se trata de um conto de carnaval e como tal imaginei um monte de coisas, festas, namoro, sei lá! mas na verdade é um conto de terror.

Sim, um conto sombrio, arrepiante, inicia-se com Heitor contando numa roda de amigos uma aventura de carnaval, e todos bem interessados prestando atenção aos detalhes da narrativa, coisa que o personagem não economiza, apesar de ser um conto curto, a aventura de carnaval é contada aos pormenores.

Num destes dias Heitor encontra numa destas festas um bebê de Tarlatana (alguém com uma fantasia)
e troca algumas palavras, no dia seguinte encontra de novo com esta pessoa e eles passam a se relacionar até que Heitor pede que a pessoa retire a máscara, Ai que MEDO!!!!!

Muito bom o conto, para quem se interessar segue um vídeo com este conto na íntegra interpretado pelo ator Antônio Abujamra.




sábado, 27 de junho de 2015

Hoje eu comprei livros.



Estes foram os livros que comprei hoje, e o que é melhor, pelo preço de 2 ou 3 Reais cada um.

Então vamos as capas.



























Por hoje é isso, muito feliz com minhas novas aquisições.




quarta-feira, 24 de junho de 2015

Resenha / Alif O Invisível de G. Willow Wilson

Ano: 2015 
Páginas: 352
Editora: Rocco
Sinopse:

Alif, O Invisível - Autora de graphic novels aclamadas e criadora da primeira heroína muçulmana dos quadrinhos, pela Marvel Comics, além do livro de memórias A leitora do Alcorão, a norte-americana convertida ao islamismo G. Willow Wilson dá vida a um jovem hacker vivendo num estado de exceção no Oriente Médio em seu premiado romance de estreia, Alif, o invisível. Primeiro lançamento de 2015 do selo Fantástica Rocco, o livro conquistou o World Fantasy Award e rendeu à autora comparações com escritores como Philip Pullman, Neil Gaiman e J.K. Rowling. Na trama, teologia islâmica, vigilância eletrônica e os acontecimentos da Primavera Árabe se mesclam para tecer uma rica narrativa, na qual o cotidiano colide com o fantástico e o mundo físico com o digital.

"Ele estava havia tanto tempo protegido por trás de seu nick, uma mera letra do alfabeto, que não pensava mais em si mesmo como nada além de um alif."


Em primeiro lugar, e para esclarecer, este livro não é um infanto-juvenil como vocês podem estar pensando, é um livro de fantasia, mas tem uma estrutura complexa, aborda temas reais, algumas vezes até pesados e tem uma linguagem adulta.

Alif, O invisível é um livro diferente, fala sobre temas não muito comuns para a maioria dos leitores, mergulha na cultura árabe, tem uma das personagens principais usando véu, e outra a americana, que é chamada a todo tempo de "A convertida".

O livro inicia-se com um prólogo, onde um homem chamado Reza em seu palácio faz invocações a um ser que só ele consegue ver, através de desenhos no chão, onde este ser misterioso fica aprisionado, seu aprendiz, um rapaz, desleixado, não entende aquilo tudo e muito menos consegue ver tal criatura, pois escolheu ver pela metade.
Este ser misterioso conta de forma forçada para Reza uma infinidade de histórias, que Reza não consegue entender mas que copia literalmente num livro.

"A criatura voltou a se sentar, passando os braços sobre os joelhos, e o fitou.
  Pegue o papel e a pena, disse. Contarei o final da história. Ele vem acompanhado de um aviso.
  – Qual?
  Quando você o ouvir, se tornará outra pessoa."


Após o prólogo, a história começa a ser contada em dias atuais, é narrado em terceira pessoa e fala sobre a vida de Alif, sua vizinha Dina e muitos outros personagens que vão surgindo ao longo da trama, alguns reais outros fantásticos.

O foco principal, a base da trama se desenvolve através de assuntos relacionados a informática, computadores e tecnologia, o que pode ser meio chato para quem não se interessa pelo tema.

Alif é um hacker, ele mora com sua mãe, seu pai mora com sua primeira esposa e família, e parece que acontece alguns ressentimentos devido a isso por parte de Alif, pela ausência do pai, ou por eles serem mais pobres do que a primeira família dele.

"Alif perguntou-se em que ponto a emoção do casamento havia esmorecido para o pai. Desconfiava que tinha sido seu nascimento. Um filho problemático com sangue pagão e a pele escura em sua linhagem, fruto de uma união não sancionada pelos avós, impossível de introduzir na boa sociedade."


Dina é a vizinha e amiga de infância de Alif, a menina que brincava com ele e que passou a ser sua companheira de conversas quando jovem.

Intisar, a namorada proibida, a menina que ele gosta mas que é prometida em casamento para outro homem.

"A ideia de um casamento urfi secreto o enchera de um zelo romântico que agora parecia ingênuo. Imaginara uma cadeia de acontecimentos de conto de fadas: Intisar seria expulsa da casa do pai apenas com a roupa do corpo e Alif, como um homem, assumiria a responsabilidade, deixando-a aos cuidados carinhosos de sua mãe enquanto preparava o lar conjugal."

No inicio a autora nos dá muitas informações, de forma confusa que só se esclarecerá adiante.

Alif possui vários clientes que são protegidos por ele, que constrói barreiras no computador  para que o governo não os enxerguem no mundo digital, tornando-os invisíveis, estes clientes possuem condutas duvidosas, mas Alif não se importa com isso.

Até que um dia o Governo o descobre e invade o seu computador, ao mesmo tempo que Intisar o manda dentro de uma caixa um livro misterioso ( O livro dos Mil dias) e ele começa uma fuga louca junto com Dina entre os mundo reais e fantásticos, conhecendo figuras estranhas como Vikran, gênios e demônios e outros seres invisíveis.

Ao longo da narrativa ele descobre que o livro contém histórias antigas e pode ter a chave de um grande mistério e poder.

"– Então, conforme o que está dizendo, as histórias não são só histórias. Elas na realidade são conhecimento secreto disfarçado de histórias.
  – Pode-se dizer isso de todas as histórias, irmão mais novo."



O livro é uma fantasia diferente, as vezes meio confuso, aborda temas como cultura, politica, religião, tortura, considero a história boa, mas sem grandes impactos.


Classificação: 3 estrelas

domingo, 21 de junho de 2015

Conto " Pai contra mãe" de Machado de Assis / Diário de leitura


Iniciando meu Diário de Leitura com o conto de Machado de Assis  "Pai contra mãe" este conto faz parte do período compreendido entre os anos de 1900 até os anos 1930.


De 1900 aos anos 30

  Memórias de ferro, desejos de tarlatana

  "Entre o passado triste e rural que persiste e o futuro vertiginoso que não chegou, o presente das primeiras décadas do século 20 explora linguagens diversas. Estamos rompendo os ferros da escravidão, alimentamos sonhos de carnaval e tarlatana, velocidade e multidão. São décadas em que ainda não existe uma linguagem brasileira padrão. Por isso, os contistas experimentam os mais variados estilos — desde os estrangeirismos à La mode de João do Rio aos regionalismos gaúcho e paulista de Simões Lopes Neto e Alcântara Machado, passando pelo insuperável, o eterno e moderno Machado de Assis. Por sorte, o maior escritor brasileiro do século 19 ainda estava vivo nos primeiros anos do século 20 (morreu em 1908). Tempo suficiente para escrever a obra-prima com que abrimos este volume"

É engraçado como o tempo transforma os costumes e a cultura de uma região ou povo, ao ler histórias antigas, livros clássicos, podemos encontrar situações que hoje são inconcebíveis e nos causa adversidade mas na época eram naturais, para quem está acostumado a ler esses livros sabe do que eu estou falando, temas como escravidão, usos de termos pejorativos e preconceituosos, a situação da mulher frente a sociedade, dentre muitos outros, quando isso acontece não tem jeito, é preciso um distanciamento e tentar se colocar na época em questão, pois o livro é de ficção mas também nos dá bons conhecimentos históricos.

Voltando ao conto, nele é abordado duas questões complicadas, a escravidão e o abandono de crianças na Roda dos Enjeitados. Para quem não sabe do que eu estou falando clica aqui

Candinho, caçador de escravos fugidos, conhece e começa a namorar Clara, moça recatada, costureira, humilde, morando com tia Mônica que sempre lhe abriu os olhos em relação aos homens e principalmente a Candinho, porém Clara apaixonou-se e se deixou levar pelo sentimento, casou.

Todos foram morar com tia Mônica, o dinheiro cada vez em menor quantidade, as dividas aumentando e Candinho com seu "trabalho" que dificilmente trazia dinheiro para casa.

Clara engravidou, o filho seria abandonado, deixado na roda dos enjeitados, muito comum na época, o pai fez questão de levá-lo, depois de uma última mamada.

Arrumou o menino, a mãe sem expressividade, levou o filho no colo pela rua, no meio do caminho Candinho encontra uma escrava fugida, que pela ironia do destino estava grávida, a recompensa, 100 mil Reis, o suficiente para arrumar a sua vida e criar seu filho.

Diante deste dilema, Candinho toma sua decisão, que claro não vou contar.

Ótimo conto, dá para perceber bem o estilo de Machado, e vamos para o próximo, não vou classificar cada conto e sim o livro como um todo e no final vou fazer uma seleção dos 10 melhores.

Até a próxima leitura.

Resumo - Os Lobos dentro das paredes/ Neil Gaiman

Essa postagem é um resumo, então terá spoilers, não leia se não quiser saber detalhes sobre a obra É um livro infantil, com uma fábul...